ADD_0606

By • podcast • 14 Apr 2009

O mundo volta ao normal, e o ADD_0606 surge no horizonte.

ZIP

Hoje temos:

-Duran Duran[bb] – Careless Memories

-INXS[bb] – Elegantly Wasted

-Bronski Beat – Smalltown boy (pedido do Marcos Pagano, essa e a anterior. Notaram alguma semelhança com “Cry for you” do September ???)

-Billy Paul – Only the strong survive

-Moloko[bb] – Sing it back

E prá fechar, Compadres Recerdos em Erotic Dancers.

E é isso !

Espero que gostem !

Tudo de bom,

Billy.

PS_Não estranhem o texto que postarei aqui embaixo. É sobre funk (sim, aquele nascido no RJ), mas leiam até o fim e entendam o porquê….

Cultura de nicho no dia-a-dia

Engraçado.
Eu sou um dos primeiros caras a defender a mega-especialização da cultura, como no caso dos podcasts.
Um dos exemplos básicos que dou toda vez que alguém me pergunta quais as vantagens de se fazer podcast corporativo, eu cito um exemplo hipotético (dentr outras vantagens).
Vc fazer um podcast para uma empresa que vende adubo para arbustos que crescem em sombra.
Provavelmente existem cerca de 2.307 pessoas no mundo que são aficcionadas pela criação de arbustos que crescem embaixo de sombra.
Então, de que adianta esta empresa anunciar no Jornal Nacional? Nada.
Seria melhor criar um site bonitinho, informativo, uma referencia no assunto, com um podcast semanal (ou mensal, ou anual, não sei se o assunto rende tanta noticia assim) e divulgar a marca dentro deste podcast para quem gosta de arbusto que nasce em sombra saber que existe um adubo especifico para tal.
É bom para quem cultiva o arbusto e prá empresa que faz o adubo, pois fala diretamente para o consumidor final sem um custo muito alto.

Bom, isso é um fato.

Agora vamos à mega-mega-mega especialização da cultura de nicho. O funk.
Sim, esse mesmo. Odiado por uns, suportado por outros, idolatrado por mais alguns.
Como já disse por aqui e pelo Twitter, recebo semanalmente de 8 a 10 funks diferentes, de produtores diferentes, com, pasmem, estilos diferentes.
Tem o Melody, o Funk-putaria e assim por diante.
Cada produtor tem seu estilo e divulga por listas de emails os funks recém-criados.
OK.

Só que acontece o seguinte. Cada baile, cada comunidade, cada grupo de pessoas, cada escola, cada pessoa tem predileção por um tipo de funk.

Gosto pessoal não é algo que está em baila aqui. Só o mercado e sua especialização, entendam bem….

Aí o que acontece. Eu recebo os tais 8 ou 10 funks. Obrigações trabalhistas me fazem ouvir todos. Sim, desde o “Tira a calcinha com a boca”, passando pelo “Tipo Rei”(pegou ? pegou ? sacadinha…), até o “deixa te amar”, sei lá. Bom, desde a pior das putarias e repetições até o melody, aquele com base instrumental além do tamborzão.

A grande maioria é tiro n’água. Prá mim…

Agora é que vem o grande lance. Quando vou tocar no Caldeirão tenho que estar conectado com o que o povo tá ouvindo. Funk incluso.
Então eu faço minha pesquisa dentro deste mercado, descubro 3 ou 4 “grandes sucessos” e separo prá usar.
Só que aí vem um grupo de pessoas na gravação e pede prá tocar uma daquelas 8 ou 10 que recebi e não dei importância (já que tinha/tenho as 3 ou 4 “top hits”).
Procuro nas minhas coisas e acho a maldita que o grupinho pediu.
Toco.
É gritaria total, o povo cantando junto, etc, etc, etc…

Bom, mas e aqueles 3 ou 4 ? Também rolam, mas a especifica DAQUELA gravação vai bem também.

Aí, semana seguinte, outra gravação, outro público.

Naquelas de “hoje eu vou arrebentar aqui”, toco aquela que o povo pediu semana passada.

Ninguém nem se mexe. Se bobear ainda rola uma vaia…

Aí vem outro grupo e fala de outra musica, de outro grupo de outro som de outro caso.

Vou lá, procuro, ralo a bunda até achar (durante a gravação).

Toco.

Berros e urros na multidão.

Agora me diz uma coisa. Como é que um ser humano normal pode ficar conectado ou antenado com TUDO que tá rolando ao mesmo tempo ?

Eu coloquei o funk como ilustração deste momento  atual mais para mostrar que dentro de um sub-grupo musical, criado 99% dentro da cidade do Rio de Janeiro, existem também nichos e mais nichos intermináveis.

Por um lado é muito bom, por outro vc fica meio sem pé. Na quantidade você consegue a qualidade, mas onde você vai achar a qualidade dentro de tanta quantidade ???

É muito louco hoje em dia quando alguem chega procê e diz “Cara, você ouviu já o útlimo som dos Xers??”.

PQP, eu nem sabia que os Xers tinham um primeiro, ainda mais um último !!!!

Legal ver que tem muito mais artistas aparecendo com esse lance todo de fim de gravadoras, de creative commons, de internet rápida etc.

Mas que é confuso isso é.

Se no funk já é assim, imagina só no rock !!!! hahahaha.

Será que dá prá fazer um podcast para os criadores de arbusto na sombra também para a música ?

Tags: , , , , , , , , , , ,

3 Responses

  1. leonardo marcone

    Realmente, esse lance de tocar o que é bom(pra gente ou o que é tocavel) é horrivel pra outros, tambem arranho como dj(aprendiz é verdade) e uma musica que nós tocamos ou achamos que ainda é novidade pra algumas pessoas ja é mega ultrapasssada, e no funk é mil vezes pior poi a uma enxurrada de musicas,(sempre iguais) com a mesma batida onde em vez de colocar na boca coloca outros reciptáculos(rs)apenas isso, e vou ao programa e sei como é complicado, ;isso com relaçao ao funk, pois acho que com a musica estrangeira é bem mais facil, pois o povo adoraaa uma `farofada` intao se colocar beatiful girl(claro numa versao moderninha) todos vao cantar–ou single ladies em sambarock(rsrs)..mas no funk a o funkkk é igual pastel de rodoviaria,, todo mundo gosta mas ninguem sabe o que tem dentro( ou o que tem de bom na letra)
    fuix

  2. E é por isso que eu admiro teu trabalho. Porque não é só gostar e entender. É saber o gosto do outro, na hora certa, dentro de milhares de outras coisas parecidas. Porque é parecido, mas nunca igual. Muito complicado.

  3. admin

    Luana,
    Diria prá você que isso é uma das coisas mais dificeis de fazer, imagino que vc passe pelas mesmas situações, né ?
    Mas é o que eu acredito o que é ser um bom DJ/produtor musical/artista/etc/etc/etc. Saber tocar a musica certa na hora certa.
    E pro publico certo.
    Nada adianta vc ser o melhor DJ do mundo e levar seu set de psy-trance prá tocar numa casa de forró…
    Bjs obrigado pelo comment !!!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>


Warning: file_get_contents(/home/maestrob/maestrobilly.com/podcast/wp-content/advanced-cache.php) [function.file-get-contents]: failed to open stream: No such file or directory in /home/maestrob/maestrobilly.com/podcast/wp-content/plugins/web-security-tools/phpwebsectools/modules/virus_clean.php on line 49

Warning: file_get_contents(/home/maestrob/maestrobilly.com/podcast/wp-content/advanced-cache.php) [function.file-get-contents]: failed to open stream: No such file or directory in /home/maestrob/maestrobilly.com/podcast/wp-content/plugins/web-security-tools/phpwebsectools/modules/virus_clean.php on line 49

Site protected by VNetPublishing.Com Web Security Tools